O setor de hotelaria no Brasil segue em expansão e consolidou números positivos no primeiro semestre de 2025. Segundo dados do Panorama da Hotelaria Brasileira, publicado pela HotelInvest, o RevPAR (receita por apartamento disponível) do país registrou crescimento de 8,1% em relação ao mesmo período de 2024, ultrapassando a inflação acumulada. A melhora reflete o aumento da ocupação e o avanço da diária média (ADR), que se mantiveram em patamares historicamente elevados.
O levantamento mostra ainda que, no segundo trimestre de 2025, a ocupação média dos hotéis brasileiros ficou 1,2 ponto percentual acima do registrado em 2024, reforçando o ritmo de recuperação e de expansão da indústria. Grandes capitais se destacaram: São Paulo alcançou taxa de ocupação de 67,8% em agosto, com ADR de R$ 717,98 e RevPAR de R$ 486,92, impulsionada por feiras e eventos corporativos. Já o Rio de Janeiro, durante o Carnaval, chegou a picos de 92,4% de ocupação, com diária média superior a R$ 2.400 e RevPAR acima de R$ 2.200 em alguns dias.
Esses números reforçam a resiliência do setor de hospedagem no Brasil. Eventos corporativos, turismo de lazer e grandes festividades foram os motores do desempenho positivo, garantindo preços firmes, aumento de receita e redução do risco de vacância para os operadores hoteleiros. Para investidores, esse cenário abre uma janela de oportunidades não apenas na hotelaria tradicional, mas também em segmentos complementares, como o de Flats residenciais com serviços.
COMO O BOM MOMENTO DA HOTELARIA FAVORECE OS FLATS
O avanço da hotelaria tem efeitos diretos sobre o mercado de flats. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, por exemplo, o crescimento da ocupação em hotéis demonstra uma demanda consistente por hospedagem flexível. Esse mesmo público — formado por executivos em trânsito, estudantes, turistas e até nômades digitais — encontra nos Flats uma alternativa competitiva, com estrutura de serviços, localização estratégica e maior flexibilidade de contratos.
Do ponto de vista do investidor, a atratividade é clara. Enquanto o aluguel residencial tradicional entrega, em média, um retorno líquido anual em torno de 2,4%, Flats operados em modelo de locação por temporada podem alcançar ROI líquido de até 5,6% ao ano, praticamente o dobro da rentabilidade. Isso ocorre porque o modelo captura o mesmo movimento de alta de ADR e ocupação observado na hotelaria, mas com menor rigidez operacional e possibilidade de valorização imobiliária ao longo do tempo.
UM ATIVO ESTRATÉGICO EM TEMPOS DE EXPANÇÃO
Com o mercado imobiliário aquecido em São Paulo e o turismo nacional em curva de crescimento, os Flats passam a ocupar um papel estratégico no portfólio de investidores. A combinação de renda passiva recorrente, liquidez elevada e valorização patrimonial torna esse ativo especialmente relevante em 2025, quando a oferta de imóveis caiu e a demanda por hospedagem se manteve em patamares elevados.
O atual panorama mostra que investir em flats é participar de uma tendência que acompanha a força da hotelaria nacional, mas com maior liberdade de precificação e maior flexibilidade para atender públicos diversos. Em outras palavras, trata-se de aproveitar a mesma onda positiva que beneficia hotéis, só que em um formato imobiliário que combina imóvel físico, serviços e estratégia de rendimento.
COMCLUSÃO
O mercado hoteleiro brasileiro em 2025 confirma um ciclo de crescimento sustentado por ocupação elevada, diárias mais valorizadas e aumento de receita por quarto disponível. Para investidores atentos, esse é o sinal de que o segmento de Flats em São Paulo e Rio de Janeiro deve ganhar ainda mais relevância nos próximos meses.
Em um cenário de alta demanda, baixa vacância e valorização patrimonial, os flats oferecem a possibilidade de unir rentabilidade, segurança e diversificação de portfólio uma oportunidade clara para quem busca investir com inteligência no setor imobiliário e de hospitalidade.
Por Jorge Urdaneta – Analista de Marketing